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Bolsonaro se engana e erra sobre fatos que levaram à prisão da Jornalista Mirian Leitão em 72

Imagem: Reprodução.

Em coletiva de imprensa internacional nesta Sexta-feira – 19/07/2019, o presidente da república Jair Bolsonaro se equivocou ao falar que a Jornalista Mirian Leitão foi presa indo para a guerrilha no Araguaia, a informação É FALSA.

Segundo o que pudemos apurar (as informações oficiais são escassas), Miriam Azevedo de Almeida Leitão, 19 anos, Codinome Amélia, integrante da Organização Terrorista PCdoB, grávida de seu primeiro filho, no dia 3 de Dezembro de 1972 foi presa, ao lado de seu companheiro Marcelo Netto pela polícia, sendo conduzida ao 38º Batalhão de Infantaria em Vila Velha – ES.

As acusações variam de sedição, desinformação e etc. basicamente foi acusada de ser subversiva, (praticamente todo jornalista de esquerda o era) sendo que não foram anexados aos autos nenhuma prova de participação dela na luta armada.

Mas a final o que significa subversão?
Subversão, segundo o dicionário significa subverter, deturpar, arruinar…
A palavra era empregada para definir tanto os propagadores de fake-news quando para definir quem fazia campanha contra os militares e a favor do comunismo, era um crime considerado grave, e ela fez os dois.

Mirian Leitão foi interrogada por 3 meses e depois liberada, o interrogatório não teve muito a ver com ela confessar crimes, ela já vinha sendo investigada pela inteligência e eles sabiam de tudo, se ela fosse apenas uma subversiva qualquer, provavelmente teria sido solta na primeira semana como acontecia com a maioria, mas ela era membro do PCdoB, de onde era arquitetada a chamada Luta Armada, que se caracterizava por assaltos, ataques à bomba, sequestros, execuções sumárias dentre outras barbaridades, não existiam provas de envolvimento dela com a Luta Armada, mas ela conhecia essas pessoas e os militares queriam os nomes verdadeiros.

Sobre a fala do Presidente em dizer que ela não foi torturada, realmente não existe nenhuma prova concreta de que ela tenha sido torturada, assim como também não existe nenhuma prova do contrário, ficando a palavra dela contra a palavra dele, o que transforma o mérito da questão mais em uma questão política do que histórica.

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