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É FALSO que Nuvens negras no céus de São Paulo sejam resultado de incêndios florestais na Floresta Amazônica brasileira.

Rádio portuguesa noticia erroneamente que fenômeno meteorológico seria resultado de incêndios florestais na região amazônica.

Por volta das 15:00h desta segunda-feira 19/08/2019, os céus de São Paulo escureceram, segundo moradores, as nuvens eram tão escuras que fizeram o dia virar noite, de fato nesse horário, a grande São Paulo foi atingida por uma frente fria bem peculiar.

Não demorou muito para surgirem as especulações, inclusive de veículos de comunicações internacionais, os quais se aproveitando da onda da vez, que é a discussão dentre o presidente brasileiro Jair Bolsonaro com líderes da Alemanha e Noruega por causa da Floresta Amazônica, e noticiaram erroneamente que a causa do fenômeno meteorológico em São Paulo aconteceu devido a incêndios florestais na região amazônica.

A notícia É FALSA!

A primeira coisa que você tem que entender é que existe uma diferença enorme entre um incêndio florestal e uma queimada controlada para o cultivo em uma propriedade que já foi desmatada anos atrás, logicamente fomos atrás para saber de onde realmente veio a fumaça.

Abaixo temos as imagens da NASA dos dias 17 e 18 mostrando a fumaça avançando gradativamente sumo ao sudeste do Brasil:

Imagem: NASA/Climatempo
Imagem: NASA/Climatempo

Como podemos notar, a fumaça se originou em focos na ponta sul do Acre, em Rondônia, na Bolívia e no Paraguay, porém, não vem de áreas florestais, como podemos ver ao comparar a fumaça no primeiro mapa com o mapa do desmatamento da amazônia em 2011:

Desmatamento na “Amazônia Legal” até o Ano de 2011

Note a coincidência entre onde a fumaça está mais densa e as áreas já desmatadas até o ano de 2011, o que indica sem sombra de dúvidas que se trata da época das queimadas para o plantio nas propriedades da região.

Ok, já esclarecemos de onde vem a fumaça, mas como sabemos, nuvens de fumaça são secas, então de onde veio a chuva?

Segundo a meteorologista Helena Balbino, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno foi causado pela convergência de massas de ar vindas de localizações diferentes, como ventos do Sudeste e do Norte. “Isso fez com que São Paulo estivesse imersa em uma nuvem com muitas partículas poluentes”, explica. Em outras palavras, as nuvens que causaram a escuridão no meio da tarde são compostas de aerossóis e partículas provenientes do excesso de poluição urbana, além do vapor de água.

A formação de nuvens mais baixas, acrescenta a especialista, têm relação direta com o choque de temperaturas na capital paulista. Segundo ela, a fumaça proveniente de queimadas no Acre, em Rondônia, na Bolívia e no Paraguai contribui para a formação dessas nuvens.

De acordo com o Climatempo, São Paulo enfrentará, a partir desta semana, quedas de temperatura, chuvas intensas e alta nebulosidade.

Em resumo: As nuvens foram uma junção do choque de massar de ar, junto com a poluição de São Paulo e mais a fumaça vinda de fora do estado, um fenômeno peculiar, que já aconteceu antes, mas que não deve se repetir com frequência.

Sobre a outra notícia que mostra uma garrafa pet cheia de água preta que supostamente foi coletada da chuva em São Paulo durante o fenômeno, até o momento nenhuma instituição idônea relatou ter colhido amostras da chuva, então não temos como verificar a veracidade do ocorrido.

Obs.: Tem havido focos de incêndios em praticamente todas as florestas do planeta, o clima seco dessa época do ano contribui para que qualquer fagulha se torne um incêndio, no Brasil em especial tem havido um número anormal de incêndios criminosos que convenientemente começaram após as desavenças de Bolsonaro com alguns líderes europeus sobre a amazônia, o que pode significar uma represália, porém, não temos como confirmar isso.

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