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Em Discurso, Lula erra dados e mente ao atacar Bolsonaro e falar de empregos no país

Imagem: Reprodução

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez, neste sábado (9), o segundo discurso após ser liberado da prisão. Lula falou a militantes e apoiadores em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, em São Paulo.  O petista deixou a prisão nessa ultima sexta-feira (8), totalizando 580 dias atrás das grades, em sua manifestação, Lula relembrou do governo petista e atacou o atual presidente da república Jair Messias Bolsonaro, os ministros Paulo Guedes, Sergio Moro e as pessoas centrais na operação Lava Jato, que o levou à prisão.

Nossa equipe conferiu as principais falas do petista:

“[Bolsonaro] construiu um patrimônio de 17 casas”
Luiz Inácio Lula da SIlva, ex-presidente da República, em discurso no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em 9 de novembro de 2019

FALSO!

Segundo informações do TSE de 2018, Jair Bolsonaro possui 5 casas, sendo um apartamento em Brasília – DF no valor de R$240 mil, três casas na na cidade do Rio de Janeiro, sendo uma delas em Bento Ribeiro, de R$ 40 mil, na zona norte da cidade, e as outras duas no condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, nos valores de R$ 603 mil e R$ 400 mil; e um imóvel na Vila Histórica de Mambucaba, em Angra dos Reis (RJ), de R$ 98 mil.
Fora isso, Flávio Bolsonaro possui 2 casas, e os demais filhos cada um tem a sua, um numero de casas, mesmo somando as casa dos filhos, anda muito longe do numero apresentado pelo petista.

“Estão falando que não vão aumentar mais o salário mínimo durante dois anos”
Luiz Inácio Lula da SIlva, ex-presidente da República, em discurso no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em 9 de novembro de 2019

FALSO!

O valor do salário mínimo previsto para o início de 2020 é de R$1.039,00 (Mil e trinta e nove reais).

“[Desde que fui preso] (…) O povo tem menos emprego”
Luiz Inácio Lula da SIlva, ex-presidente da República, em discurso no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em 9 de novembro de 2019

FALSO!

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua Trimestral (PnadC/T), a população ocupada cresceu e a população desocupada diminuiu ligeiramente no período em que Lula ficou preso.

No segundo trimestre de 2018, o IBGE estimava a população ocupada do Brasil em 90,9 milhões e a população desocupada em 12,9 milhões. Um ano depois, a população ocupada subiu para 93,3 milhões e a população desocupada caiu ligeiramente para 12,8 milhões. A população fora da força de trabalho, que incluiu os chamados desalentados, caiu de 65,4 milhões para 64,8 milhões.

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mostra a variação no número de empregos formais, também mostra um crescimento no número de vagas no período. Entre maio de 2018 e setembro de 2019, foram criados 954,5 mil empregos formais no país.

“A ONU já afirmou que aquele príncipe [elogiado por Bolsonaro] é o príncipe que mandou matar um jornalista na embaixada da Arábia Saudita em Istambul”
Luiz Inácio Lula da SIlva, ex-presidente da República, em discurso no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em 9 de novembro de 2019

NÃO É BEM ASSIM…

Em junho de 2019, foi publicado relatório de investigação do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) sobre o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi. No relatório, investigadores confirmam que há “evidência crível”, que exige investigações aprofundadas, de que houve participação de autoridades sauditas, incluindo o príncipe herdeiro da Arábia Saudita Mohammed bin Salman. Ou seja, há evidências, mas ainda não há uma conclusão definitiva. O relatório pode ser baixado, em inglês, aqui.

“A Bolívia tá crescendo 5% (…) ao ano”
Luiz Inácio Lula da SIlva, ex-presidente da República, em discurso no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em 9 de novembro de 2019

NÃO É BEM ASSIM!

Apesar da informação do banco mundial de que a Bolívia esteja crescendo 4,85% ao ano, devemos lembrar que em um país altamente estatizante como a Bolívia, o crescimento da economia não significa que os benefícios estejam chegando ao povo, mas sim, ao governo, esse tipo de disparidade é muito comum em países como Brasil, Argentina, Bolívia, Venezuela, Cuba e etc., onde o estado aumenta a arrecadação, e mesmo com a queda no IDH que isso causa, a economia cresce artificialmente devido ser baseada no estado, e não na iniciativa privada, ou seja, o estado cresce e o povo continua na miséria.

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